As palavras calam
O silêncio fala
Onde está tua ausência?
Já não sei se quero,
Ou te quero,
Me desespero
Pondero
Espero
Paciência
Acende o jogo
Me atiro no fogo
Talvez seja o fim
Ou o início
Do precipício
Ou apenas carência
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Travesseiro
Sinto falta da sua ternura
Do calor, da sua textura
Sinto o seu cheiro
No travesseiro
E me viro à procura
Você não está
Sem desespero te espero
Quando vai aprender
A deixar-me te amar?
Do calor, da sua textura
Sinto o seu cheiro
No travesseiro
E me viro à procura
Você não está
Sem desespero te espero
Quando vai aprender
A deixar-me te amar?
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
gravidade
Presa ao chão de cada dia, a gravidade me consome. Pesam os pés, pesa a comida, pesam os anos. Queria poder voar como nos sonhos. Pular para o alto e me libertar da realidade cotidiana.
terça-feira, 15 de julho de 2008
TÊMPERA
Eu já sei de cor o seu rosto
Agora quero saber seu gosto
A sensação do sentimento
E a emoção da sua textura
Conheço seu temperamento
Mas não sua temperatura
Longe de mim, assim distante
Previsível e arrogante
Não sabe demonstrar ternura
Eu sinto em você o desejo
Pois em seu sorriso me vejo
Quando seu olhar me procura
Mas associado à distância
O tempo dilui a lembrança
Esfria qualquer sentimento
Então é chegado o momento
De saborear sua essência
Ou esquecer sua existência
Agora quero saber seu gosto
A sensação do sentimento
E a emoção da sua textura
Conheço seu temperamento
Mas não sua temperatura
Longe de mim, assim distante
Previsível e arrogante
Não sabe demonstrar ternura
Eu sinto em você o desejo
Pois em seu sorriso me vejo
Quando seu olhar me procura
Mas associado à distância
O tempo dilui a lembrança
Esfria qualquer sentimento
Então é chegado o momento
De saborear sua essência
Ou esquecer sua existência
domingo, 8 de junho de 2008
OLHADA
O seu olhar sempre distante
Me deixa assim desconcertada
Ao encontrar por um instante
Em meu olhar frágil pousada
Esse olhar vazio profundo
Nesse segundo não disse nada
Só sei dizer sobre seu mundo
Que o seu olhar é uma cilada
Mas o olhar sem sentimento
Traiu-se então numa piscada
Deixando ver nesse momento
Que por você vou sendo amada
Me deixa assim desconcertada
Ao encontrar por um instante
Em meu olhar frágil pousada
Esse olhar vazio profundo
Nesse segundo não disse nada
Só sei dizer sobre seu mundo
Que o seu olhar é uma cilada
Mas o olhar sem sentimento
Traiu-se então numa piscada
Deixando ver nesse momento
Que por você vou sendo amada
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
ESSE ANO
Esse ano eu quero um amor de verdade
Alguém que possa merecer
O que eu tenho a oferecer
Alguém que eu possa admirar
Que me admire também
E que me conquiste devagar
Não parece tão complicado
Esse ano eu quero um amor de verdade
Cansei de amores cansados
Dos encontros desencontrados
Dos beijos desperdiçados
Da vidá fútil
Da espera inútil
Do tempo perdido
Do coração partido
Esse ano eu quero um amor de verdade
As inscrições estão abertas
Caso esteja interessado
Mas tome cuidado
Não é para qualquer um
E se não houver ninguém assim
Que o amor seja mesmo por mim
Alguém que possa merecer
O que eu tenho a oferecer
Alguém que eu possa admirar
Que me admire também
E que me conquiste devagar
Não parece tão complicado
Esse ano eu quero um amor de verdade
Cansei de amores cansados
Dos encontros desencontrados
Dos beijos desperdiçados
Da vidá fútil
Da espera inútil
Do tempo perdido
Do coração partido
Esse ano eu quero um amor de verdade
As inscrições estão abertas
Caso esteja interessado
Mas tome cuidado
Não é para qualquer um
E se não houver ninguém assim
Que o amor seja mesmo por mim
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
A ALMA DO TEMPO
O tempo é um vento
Que me arrasta por caminhos
Que temo por desconhecer
Me ensina a arriscar
E obriga a envelhecer
Em meu corpo flui sutil
Como a corrente de um rio
Sem jamais poder voltar
Já para a alma o tempo
Em eterno movimento
Vem em ondas como o mar
Vai e volta, sobe e desce
No entanto permanece
Sempre no mesmo lugar
Quisera eu parar o tempo
E viver a eternidade
Num momento de prazer
Pudera eu compartilhar
Esse infinito instante
Com outro ser
Que me arrasta por caminhos
Que temo por desconhecer
Me ensina a arriscar
E obriga a envelhecer
Em meu corpo flui sutil
Como a corrente de um rio
Sem jamais poder voltar
Já para a alma o tempo
Em eterno movimento
Vem em ondas como o mar
Vai e volta, sobe e desce
No entanto permanece
Sempre no mesmo lugar
Quisera eu parar o tempo
E viver a eternidade
Num momento de prazer
Pudera eu compartilhar
Esse infinito instante
Com outro ser
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